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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AULA DE NATAÇÃO - DIA 3


"Continue a nadar...
Continue a nadar...
Nadar, nadar...
"

Hoje estava mais cansada. É normal alguns dias você se sentir mais pesada, mais lenta. Mas a piscina já não é tão assustadora assim. Estava até lembrando quando aprendi a dirigir. Achava que nunca dominaria o veículo (como achava que não dominaria minhas pernas) e hoje dirijo como se tivesse andando nas ruas.

O prof João não desiste de mim, nem na hora que penso que vou morrer de falta de ar. E isso me faz mais forte ainda. Um professor tem que saber motivar o aluno, senão ele sente que não vai conseguir. E eu ainda sou a novata, então seria frustante não alcançar meus colegas da turma.

O tapador de nariz estava me incomodando hoje. Toda hora parava pra mexer nele. Então, fui incentivada a tirá-lo. Nossa, veio todas as cenas de altos caldos e da água entrando em meu nariz. Não tenho nenhum problema respiratório, mas sentir meu nariz molhado é quase uma rinite. Porém, não vou ter um tapador de nariz sempre que entrar em uma piscina...

O primeiro mergulho sem o nariz tapado foi ótimo, pra minha surpresa. Formou-se uma bolha dentro do meu nariz (imagino que tenha sido isso a acontecer) e não entrava água. Aí lancei um "por que só agora não entra mais água?". Puro condicionamento. Consegui condicionar a saída de ar pela boca, e quando ponho a cabeça pra fora, fica mais fácil puxar o ar sem o tapador. Mas ainda acho o tapador uma ótima invenção, viu?

Na aula de hoje abdiquei total do "macarrão" e já me mantive nas pernadas até mais da metade da piscina (lembrando que ela tem 15 metros). Outro grande desafio lançado pelo prof João foi tirar a pranchinha das minhas mãos. Com os braços esticados na minha frente e batendo as pernas, só sentia falta da pranchinha na hora de puxar o ar. Percebi, aí, que o que nos mantém na superfície da água é o tempo que levamos com o ar nos pulmões e tentei prolongar esse tempo ao máximo.

Será que estou bem pra minha aula 3?

Vale deixar registrado a perfeição de uma das minhas colegas de natação. Ela nada como um peixinho, sem espirrar água ou fazer barulho com os pés. Consigo sentir a calma dela embaixo dágua...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

AULA DE NATAÇÃO - DIA 2




































Já estou me enturmando com os colegas. O fato de estar sempre atrás de todos me dá a vantagem de uma "caçula" da família. Os cuidados são sempre especiais comigo.


Hoje voltei a treinar bater os pés, apoiando meus braços na pranchinha e o corpo no "macarrão". Mas tinha a ajuda de um acessório extra: um tapador de nariz (normalmente se usa mais um tapador de ouvido,mas como estava com dificuldade de respirar pela boca, foi o que serviu). É um objeto curioso e, pra minha sorte, meio transparente (Já basta ser novata, ainda ter algo pendurado no nariz é demais!), parecendo um grampo . Caramba, foi o que me salvou!!! Bendito criador desse grampinho!!!! Treinei respiração embaixo da água com a boca e depois fui atravessar toda a piscina batendo os pés.

Respirar pela boca me deu duas vantagens: Equilíbrio e direcionamento. Meu professor João falou que, a medida que inclino a cabeça para puxar ar, meu corpo desce. Então passei a segurar mais o ar, até uma nova inspiração. Sinto que meu condicionamento físico está melhorando, as batidas do coração foram mais leves.

É indescritível quando se começa a abrir os olhos dentro da água. Ver tudo azul, e não escutar nada traz uma paz tamanha... Ficaria naquele silêncio o dia todo.

Hoje terminei a aula com uma vitória: Eu consegui atravessar a piscina (de 15 metros) sem pôr os pés no chão. O próximo desafio é tirar o bendito "macarrão" da minha cintura.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

AULA DE NATAÇÃO - DIA 1

Falar em nadar comigo era sinônimo de altos vexames. Vc já viu como fica uma rã tentando se equilibrar dentro da água? Bom, a diferença é que ela não afunda...


Sempre sonhei em aprender a nadar. Minha frustação era ver aquele povo atravessando a piscina funda como se flutuasse, enquanto eu, presa nos meus medos, me agarrava na borda.

Minha motivação em aprender a nadar agora é que, além de condicionamento físico, terei a chance de pôr em prática o tema que li na revista, "UMA VEZ POR DIA FAÇA O QUE VOCÊ NUNCA FEZ". Um título até bobo para os aventureiros de plantão, todavia...

Sempre fui o tipo de menina sedentária. Faço caminhadas uma vez na vida e tenho logo enxaqueca pelo esforço. Tenho 28 anos e até que nem sou gordinha, para meu estilo de vida. Peso 55 kg. Adoro comer massa e fritura, e adoro dormir depois de comer isso. Sou aquela que deita no sofá, com o notebook no colo, e reza para não ter esquecido o controle remoto da tv distante. Sou preguiçosa e dorminhoca quando quero. E, com tudo isso, vc deve se perguntar o porquê d´eu não ter infartado ainda.

Meu coração andou palpitando um pouco demais esses dias. Desde pequena sempre tive arritmia. E agora que vejo tantos jovens morrendo de ataque cardíaco é até demais contar com a sorte para viver mais tempo (culpa dos lanches gordudeliciosos...huuummmmm).


Meu primeiro contato com a piscina foi meio frio (apesar dela estar aquecida). Eu olhava pra ela como se fosse uma grande boca a me engolir. Ganhei de presente do prof João a touca e o óculos, e um "bem-vinda, vou exigir bastante de você". Acreditem, isso é motivador!

Fui apresentada a turma (todos bem adiantados na natação), e entendi porquê aquele pedaço de isopor esticado se chama macarrão.

O prof me ensinou a bater os pés (que eu fazia desordenadamente) e apoiar-me em uma pranchinha. Condicionei uma pernada atrás da outra com uma musiquinha mental de militar (um, dois, um, dois...), sempre mantendo a cabeça fora da água. No início, lá estava mais uma rã, depois fui conseguindo alinhar. O prof estava ao meu lado, me impulsionando e tentando me fazer flutuar. Ele me levava e me trazia, de uma ponta a outra. Eu só batia os pés.

A piscina de 15 metros me fazia parar umas dez vezes a cada cruzada. Como é difícil ordenar as pernas! Ou ficam tensas, ou moles e lerdas... E minha respiração,então... Igualzinha àquela que ensinam na hora do parto, sabe?

Pra finalizar a hora, esforcei-me ao máximo para conseguir. Eram os últimos minutos que me motivariam ou me fariam desistir. E, na reta de chegada, bati os pés com vontade e me concentrei. Quando vi, tinha me movido sozinha dentro da água, deixando o prof parado lá atrás.

Foram os dois metros mais felizes da minha vida!!!!


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