Andei, por certo tempo, estudando algumas queixas que ouvia de amigas minhas. Em um confronto com as minhas próprias insatisfações, percebi que há alguns pontos que devem ser considerados como medidores e até, em um nível mais trágico, separadores de uma relação. Há aqui, fatos que podem ser mudados ou aperfeiçoados, como queiram. Talvez considere esses tópicos como primordiais na escolha de próximo(s) pretendente(s), e os use como preliminares de alguns relacionamentos.
Pontos negativos:
*Ser filho único (é comprovado cientificamente que filhos únicos desconhecem sentimentos humanitários tais como fraternidade e solidariedade. São mais egoistas e egocêntricos. Pela sua criação exclusiva, sem divisões, eles crescem em uma educação voltada somente para ele, sem exemplos, sem medições de certo ou errado. Por isso, aconselha-se pais que possuam um único filho, deixá-lo sempre na convivência de primos e amigos de idades semelhantes);
*Preocupação excessiva com aparência (quem não tem conteúdo, preocupa-se em demasia com a embalagem. Não se esforce para mostrar que é bonito. Beleza atrai, mas inteligência mantém);
*Mentiras no primeiro encontro (a não ser que escolheu só viver o momento, as mentiras e invenções só trazem problema depois do primeiro encontro. É que tem aquele ditado que diz que a "primeira impressão é a que fica" e isso aplica-se bem quando conhecemos alguém. É a etapa do relacionamento onde estamos mais abertos a informações de todos os tipos, onde prestamos mais atenção. Tudo o que disser e fizer será confrontado depois);
*Palavras ao vento (a única coisa que nos faz confiar em uma pessoa é a sua palavra. É ela que resume a maneira de pensar e sua visão do mundo. Prometer e não cumprir, contradizer-se em opiniões, falar sem pensar, é tão desastroso quanto as mentiras descobertas depois de um tempo);
*Quantidade ao invés de qualidade (isso aplica-se de várias formas. Um exemplo é a quantidade de exs que passaram na vida dele. Se os namoros foram longos, mostra que ele se apaixona, que curte de verdade uma relação a dois. Outro exemplo é a descrição verbal que ele faz da realidade: se o cara só fala em número, é racional ao extremo, se fala em detalhes, teorizando, ele é do tipo sonhador, e aproveita melhor as experiências);
*Desiludido excessivo (contar uma vez sobre desilusões amorosas até vai, para que conheçamos o histórico dele, mas ficar se lamentando, recriando situações, falando de exs o tempo inteiro demonstra que algo não se ajustou. E aí... nada de se meter em histórias mal acabadas);
*Casamento= prisão (Essa tese, contruída por algum frustrado e infeliz, mostra como alguns homens ainda possuem uma mente machista e fechada para doação. Casamento, bem como qualquer relação onde há compromisso pelo próximo, é decidido mutuamente. Todos temos escolhas, e felizes são os homens que assumem as suas. E é sabido também que, nessas escolhas, temos sempre que abdicar de algo para investir em outra coisa. Isso é natural do ser humano. Então, se assumiu um compromisso e não consegue conciliar as vontades, só cabe a você decidir. Não se esqueça que há um outro lado também abrindo mão de muitas coisas por você);
*Sou imutável (qualquer pessoa inteligente absorve experiências da vida, e as transforma, mudando e readaptando sua essência. Não há aquele que viva e nunca mude. Quando estabelecemos relações, quer de amizade, quer profissional, quer amorosa, nos doamos e captamos um pouco do outro também. Ao começar um namoro, a realidade é nova, e precisa ser trabalhada. Ambos veem de vidas diferentes, solitários ou não, preparados ou não. A tendência pra durar é que cada um enxergue no outro uma forma de crescer, de aprender, de transformar-se em algo melhor).
Taí alguns tópicos pra entedimento afetivo. Talvez, marcando os que você odeia, seja meio caminho andado para conhecer pessoas que combinem mais com você.
(By Nara Senna)